Num registo prospectivo efectuado nos EUA, 818 doentes portadores de pacemaker e 428 doentes portadores de cardioversores-desfibrilhadores (CDI), em todos os casos modelos não “RM-compatíveis”, foram submetidos a RM extratorácica a 1,5 T. Doentes com eléctrodos abandonados e portadores de CDI pacing-dependentes foram excluídos.

Todos os dispositivos foram interrogados e reprogramados de acordo com protocolo pré-definido, antes e depois das RM. Verificou-se que não ocorreram eventos adversos graves (morte, danos irreversíveis nos dispositivos, falhas de captura ou indução de arritmias ventriculares) nos doentes que seguiram o protocolo, embora seja de notar a ocorrência de alguns efeitos adversos “minor” numa pequena percentagem de casos, de que destaco uma descida da voltagem da bateria em 4,2% dos CDI aos 6 meses.

Estes resultados mostram que em doentes seleccionados e correctamente avaliados e programados, a presença de um pacemaker ou CDI não “RM-compatível” permite a realização com relativa segurança de RM extratorácica a 1,5T 

 

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